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January 8, 2014

Smithfield continua a mudar o jogo--para os porcos

Por Wayne Pacelle, presidente da Humane Society of the United States, organização irmã da Humane Society International

A Humane Nation--Wayne Pacelle's Blog

  • HSI

Há mais de uma década, a Humane Society of the United States (HSUS) tem focado seus trabalhos em acabar com o uso das pequenas e restritivas gaiolas usadas para porcas reprodutoras—conhecidas como celas de gestação—na indústria suína. Em 2007, a Smithfield Foods, maior produtora de suínos no mundo, inovou ao anunciar que, até 2017, 100% de suas instalações próprias não mais usarão essas celas de metal. Mas enquanto a maioria das matrizes suínas na cadeia de fornecimento da Smithfield é proveniente de unidades próprias, uma grande proporção ainda vem de produtores contratados. Essa lacuna significava que uma quantidade substancial de porcos na cadeia da Smithfield permaneceria em celas de gestação indefinitivamente. Esta semana, a empresa anunciou que corrigirá essa deficiência.

Depois de mais de 60 das maiores empresas alimentícias do mundo—como McDonald’s, Burger King, Safeway, Costco, Oscar Mayer e diversas outras—recentemente anunciarem que eliminarão o uso de celas de suas cadeias de fornecimento nos EUA, a Smithfield decidiu expandir seu plano de acabar com o uso de celas para seus fornecedores no seu sistema de reprodução. Especificamente, a Smithfield está dizendo aos seus fornecedores que se eles fizerem planos para se livrar das celas de gestação, seus contratos serão estendidos; e que se recusarem a fazer a mudança, provavelmente seus contratos não serão renovados. Os fornecedores terão oito anos para fazer a conversão—um período certamente longo, mas que representa um passo à frente que é bem-vindo, e sob a especificação de que conversões mais rápidas significarão melhores contratos.

O progresso contínuo da Smithfield com relação a acabar com o confinamento por toda a vida de porcas reprodutoras significa que outros grandes atores da indústria terão pouco espaço para manobra. O maior produtor global está dizendo ao mundo que o abandono do uso de celas de gestação não é apenas uma aspiração, mas que ele está acontecendo, é economicamente viável e possível de ser atingido no curto prazo. Nós continuaremos a ajudar grandes atores da indústria alimentícia a se comprometer com a mudança para ter uma cadeia de fornecimento livre de celas e acreditamos que uma série de outros comprometimentos está por vir. Nos EUA, nove estados já baniram o confinamento em celas de gestação, e outros considerarão a adoção de legislação similar este ano.

Em um futuro não muito distante, todas as pessoas reconhecerão que a era de imobilizar porcas em celas que são praticamente do mesmo tamanho de seus corpos foi um triste capítulo na história da agropecuária. Quando essa transição for feita, muitas pessoas se perguntarão como os líderes da indústria defenderam essa privação e miséria animal por tanto tempo, e como os legisladores e outros em posições de poder não fizeram algo a respeito mais rapidamente.