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June 14, 2011

Restaurantes de São Paulo Começam a Abandonar o Uso de Ovos Produzidos em Gaiolas

Humane Society International

  • Livre de gaiolas. Dirk Freder/istock

SÃO PAULO — Restaurantes de São Paulo estão aderindo ao movimento mundial em favor do bem-estar dos animais de produção, suspendendo a compra de ovos produzidos por galinhas confinadas nas cruéis "gaiolas em bateria"—e preconizando em seu lugar o uso de ovos de galinhas criadas soltas. Hoje, a grande maioria dos ovos no Brasil é produzida nas gaiolas, que impedem os movimentos mais basicos.

Alguns dos restaurantes que recentemente completaram esta transição foram os paulistanos Apfel (Centro), Banana Verde (Vila Madalena) e Cheiro Verde, deixando de financiar o confinamento intensivo de animais e adotando uma política “livre de gaiolas.” Carlos Beutel, sócio do Apfel, considera cruéis as gaiolas em bateria e reconhece a importância da sua atitude de deixar de usar os ovos industriais. “Vale à pena fazer esta mudança em prol de uma causa justa," diz Carlos.

A gerente e chef do restaurante Banana Verde, Priscilla Herrera, explica que "os clientes estão se preocupando cada vez mais com o bem-estar dos animais. Passando a usar ovos produzidos sem gaiolas, nós estamos não apenas respeitando as preocupações dos nossos clientes, mas também favorecendo o meio ambiente e o bem-estar dos animais."

Outro restaurante que adotou uma postura favorável ao bem-estar dos animais foi o Lagoa Tropical (Vila Mariana), ao se comprometer a fazer a transição para os ovos produzidos sem gaiolas. “A HSI fica muito feliz ao ver que os restaurantes de São Paulo estão respondendo às preocupações dos consumidores a respeito do bem-estar animal e suspendendo o uso de ovos oriundos do confinamento em gaiolas em bateria, uma das práticas mais cruéis de toda a indústria de produção animal," diz Guilherme Carvalho, Gerente de Campanhas da HSI no Brasil. "A HSI espera trabalhar com outros restaurantes de São Paulo para que adotem a mesma política."

Áustria, Alemanha, Finlândia, Noruega, Suécia e Suíça já baniram as gaiolas em bateria convencionais. A União Européia como um todo está também eliminando este sistema, que será banido já em 2012. Califórnia e Michigan, nos EUA, aprovaram leis para eliminar o uso destas gaiolas em bateria. A Califórnia aprovou, ainda, uma lei que requer que todos os ovos vendidos no seu território sejam também produzidos em sistemas sem gaiolas em bateria—começando a valer em 2015. Grandes multinacionais, desde Burger King até Walmart, estão também usando ovos produzidos sem gaiolas em lojas de outros países.

Fatos

  • Mais de 90% dos ovos no Brasil são produzidos por aves que passam quase toda a vida confinadas em pequenas gaiolas em bateria. Mais de 70 milhões de galinhas vivem nestas condições no Brasil.
  • Cada galinha vive dentro de um espaço menor do que uma folha de papel ofício, por mais de um ano, antes de ser abatida. Essas aves são incapazes de realizar vários dos seus comportamentos naturais mais importantes, como caminhar, empoleirar, tomar banho de areia e pôr seus ovos em um ninho.
  • Embora "produção sem gaiolas" não seja obrigatoriamente sinônimo de "produção sem crueldade", as aves criadas fora de gaiolas têm mais espaço para se mover e realizar comportamentos naturais do que galinhas presas. Seja no sistema caipira, orgânico ou em sistemas menos abertos, as aves criadas sem gaiolas podem andar, esticar suas asas e botar seus ovos em um ninho—comportamentos negados às galinhas confinadas em gaiolas em bateria.

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A Humane Society International (HSI) e suas parceiras formam, juntas, uma das maiores organizações de proteção animal do mundo—apoiada por 11,5 milhões de pessoas. A HSI luta pela proteção de todos os animais através de orientação de políticas, educação e programas de assistência. HSI—proteção e respeito a todos os animais. Na web: hsi.org/brasil