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June 13, 2011

Restaurante Cheiro Verde Segue Restaurantes de São Paulo em Abandonar o Uso de Ovos Produzidos em Gaiolas

Humane Society International

SÃO PAULO, Brasil — A Humane Society International aplaude o restaurante Cheiro Verde de São Paulo, por recusar-se a usar ovos produzidos por galinhas confinadas nas apertadas “gaiolas em bateria”. O Cheiro Verde, assim, junta-se a um número crescente de restaurantes em São Paulo que estão reduzindo o sofrimento dos animais ao servir somente ovos produzidos sem o uso de gaiolas.

No Brasil, mais de 70 milhões de galinhas poedeiras são mantidas nas gaiolas em bateria, que são tão pequenas que cada ave tem um espaço menor do que a superfície de uma folha de papel ofício - para passar a vida inteira. As galinhas criadas fora de gaiolas (como o orgânico e o caipira) têm muito mais espaço para se mexer e para expressar mais comportamentos naturais.

"O Cheiro Verde adquiriu uma importante postura de oposição às gaiolas em bateria — uma das práticas mais cruéis de todo o agronegócio", diz Guilherme Carvalho, Gerente de Campanhas da HSI no Brasil. "A HSI espera trabalhar com outros restaurantes de São Paulo para que adotem a mesma política".

Além do Cheiro Verde, outros restaurants de São Paulo, como o Apfel (Centro), o Banana Verde (Vila Madalena) e o Lagoa Tropical (Vila Mariana), estão abandonando o uso de ovos produzidos em gaiolas.

“Fazendo esta mudança, o restaurante Cheiro Verde está evitando a crueldade contra os animais e se preocupando com a saúde dos seus clientes", disse João M. Venutra, proprietário do restaurante Cheiro Verde.

Áustria, Alemanha, Finlândia, Noruega, Suécia e Suíça já baniram as gaiolas em bateria convencionais. A União Européia, como um todo, está também eliminando este sistema, que será banido já em 2012. Califórnia e Michigan, nos EUA, aprovaram leis para eliminar o uso destas gaiolas em bateria. A Califórnia aprovou, ainda, uma lei que requer que todos os ovos vendidos no seu território sejam também produzidos em sistemas sem gaiolas em bateria—começando a valer em 2015. Grandes multinacionais, desde Burger King até Walmart, estão também usando ovos produzidos sem gaiolas em lojas de outros países.

Fatos

  • Mais de 90% dos ovos no Brasil são produzidos por aves que passam quase toda a vida confinadas em pequenas gaiolas em bateria. Mais de 70 milhões de galinhas vivem nestas condições no Brasil.
  • Cada galinha vive dentro de um espaço menor do que uma folha de papel ofício, por mais de um ano, antes de ser abatida. Essas aves são incapazes de realizar vários dos seus comportamentos naturais mais importantes, como caminhar, empoleirar, tomar banho de areia e pôr seus ovos em um ninho.
  • Embora "produção sem gaiolas" não seja obrigatoriamente sinônimo de "produção sem crueldade", as aves criadas fora de gaiolas têm mais espaço para se mover e realizar comportamentos naturais do que galinhas presas. Seja no sistema caipira, orgânico ou em sistemas menos abertos, as aves criadas sem gaiolas podem andar, esticar suas asas e botar seus ovos em um ninho — comportamentos negados às galinhas confinadas em gaiolas em bateria.

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A Humane Society International (HSI) e suas parceiras formam, juntas, uma das maiores organizações de proteção animal do mundo — apoiada por 11,5 milhões de pessoas. A HSI luta pela proteção de todos os animais através de orientação de políticas, educação e programas de assistência. HSI — proteção e respeito a todos os animais. Na web: hsi.org/brasil

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