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December 12, 2011

Conferência sobre Clima da ONU Termina com Promissor Acordo em Direção à Segurança Alimentar e Agricultura Sustentável e Mais Humana

O verdadeiro trabalho começa

Humane Society International

  • Geoff e Guilherme da HSI na COP 17. HSI

DURBAN, África do Su—O Protocolo de Quioto sobreviveu à conferência de mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (COP 17/CMP 7), em Durban, que terminou também abrindo portas para significativos avanços em direção a um melhor cenário de segurança alimentar e sistemas agrícolas com mais equidade, bem-estar animal e sustentabilidade.

A Humane Society International (HSI) trabalhou em conjunto com seus parceiros da Ecosystems Climate Alliance (ECA) chamando atenção para as causas referentes ao desmatamento e à degradação de florestas. A agricultura animal é uma das principais causas de desmatamento; na Amazônia, mais de 70% da área desmatada é usada para pastos ou para produção de ração para animais de consumo. A conferência terminou com uma decisão que pede aos governos e outros interessados que submetam sugestões de como lidar com as causas de desmatamento. O objetivo é incorporá-las ao mecanismo de Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (REDD+).

Além da oportunidade para a HSI convocar soluções humanitárias para o impacto da agricultura animal no desmatamento, a COP 17 resultou em um novo fórum que lidará com os problemas da agricultura e mudanças climáticas e será usado pela organização para desencorajar a industrialização da produção animal ou a produção das chamadas "granjas-fábrica". Indo ao encontro da reivindicação de numerosas organizações internacionais da sociedade civil, incluindo a HSI, os países-membros assinaram um acordo para finalmente inserir a agricultura no processo da convenção do clima da ONU. A decisão solicita submissões de países e organizações interessadas na questão com o objetivo de subsidiar uma nova decisão na COP do próximo ano, em Qatar. Isso estabelece um calendário e cria a oportunidade para que grupos que trabalham com meio ambiente, proteção animal, desenvolvimento rural e outras frentes de justiça social tenham mais voz nas políticas agrícolas e climáticas em níveis local, nacional e internacional.

"Agora o verdadeiro trabalho começa", disse Geoff Evans, Especialista em Agricultura Animal e Mudanças Climáticas da HSI. "À medida que avançarmos, os governos individuais deverão implementar políticas e mecanismos de financiamento que priorizem os pequenos e mais sustentáveis agricultores, que são os que têm as respostas para melhorar os problemas de segurança alimentar e de bem-estar das comunidades e dos animais". A HSI e seus parceiros continuarão a trabalhar com governos e instituições internacionais para ampliar estas metas.

Para mais informações sobre o trabalho e a pesquisa da HSI em agricultura animal e mudanças climáticas, visite hsi.org/mudancasclimaticas. Como indivíduos, nós não precisamos esperar que os políticos ajam. Cada um de nós pode reduzir sua contribuição para as mudanças climáticas ao reduzir o nosso consumo de carnes, laticínios e ovos.

Fatos:

  • Globalmente, aproximadamente 67 bilhões de animais terrestres são criados para consumo a cada ano.
  • Um relatório de 2006 da FAO afirma que a agricultura animal já responde por quase um quinto de todas as emissões globais do efeito estufa geradas por atividades humanas.
  • Em todo o mundo, os sistemas industriais de criação respondem por aproximadamente dois terços da produção de frango e ovos e mais da metade da produção de carne suína.

A Humane Society International (HSI) e suas parceiras formam, juntas, uma das maiores organizações de proteção animal do mundo—apoiada por 11,5 milhões de pessoas. A HSI luta pela proteção de todos os animais através de orientação de políticas, educação e programas de assistência. HSI—proteção e respeito a todos os animais. Na Web: hsi.org/brasil.

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