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November 6, 2012

Carnival se torna primeira empresa de cruzeiros a se comprometer com a eliminação das polêmicas celas de gestação

Humane Society International aplaude a maior empresa de cruzeiros do mundo

Humane Society International

A Humane Society International (HSI) aplaudiu a Carnival Corporation, a maior empresa de cruzeiros do mundo com sede em Miami, por beneficiar o bem estar animal ao se comprometer a eliminar as polêmicas celas de gestação para porcas reprodutoras de sua cadeia de fornecimento. Essas minúsculas celas praticamente imobilizam as porcas por quase toda a vida.

"A Carnival Corporation & plc apoia o movimento da indústria de se afastar do uso das celas de gestação e trabalhará para garantir que seu próprio fornecimento de carne suína seja livre destas celas a partir de 2022", afirmou James Van Langen, vice-presidente de gestão de sistemas da Carnival Corporation & plc.

"As pessoas se importam com a forma com que os animais são tratados e simplesmente não apoiam o contínuo confinamento de porcas reprodutoras em celas tão pequenas em que os animais não conseguem sequer se virar. É tanto uma decisão ética quanto um movimento inteligente nos negócios que a Carnival reconheça isso", afirma Elissa Lane, gerente de campanhas de animais de produção da HSI. "A Humane Society International apoia o progresso da Carnival e espera poder trabalhar com outras corporações no Brasil e na América Latina em políticas similares".

Anúncios semelhantes foram feitos pelo McDonald’s, Burger King, Wendy’s, Oscar Mayer, Costco, Safeway, Kroger e mais de 30 outras empresas líderes no mercado de alimentação nos Estados Unidos. Na indústria brasileira, as porcas reprodutoras são frequentemente confinadas dia e noite em celas de gestação durante seus quatro meses de gravidez. As celas têm praticamente o tamanho do corpo dos animais e os impedem de sequer se virar. As porcas são alocadas em outras celas para parir, são re-inseminadas e voltam para as celas de gestação. Isso ocorre ciclo após ciclo durante toda a vida desses animais, o que resulta em anos de imobilização quase total. Este sistema tem sofrido sérias críticas de veterinários, produtores, ativistas de proteção animal, cientistas e consumidores.

Fatos

  • Nove estados dos EUA, o governo central da Nova Zelândia e o estado australiano da Tasmânia possuem leis proibindo o confinamento de porcas reprodutoras. A prática de confinamento, exceto para as primeiras quatro semanas de gestação, também é proibida na União Europeia.
  • A renomada cientista-doutora em bem-estar animal e conselheira da indústria suína Drª Temple Grandin é clara quanto à questão: “Confinar um animal por quase toda sua vida em uma cela na qual ele não consegue se virar não provê uma vida decente”. Grandin continua: “Temos que tratar os animais bem e as celas de gestação têm que ir”.
  • Smithfield e Hormel, produtores de carne suína líderes de mercado, se comprometeram a parar de usar celas de gestação em suas unidades próprias de produção nos EUA até 2017 e a produção suína da Cargill já é 50% livre de celas.

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