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December 11, 2012

Royal Caribbean se compromete a eliminar controverso confinamento suíno da sua cadeia de fornecimento

Humane Society International parabeniza a operadora de cruzeiros

Humane Society International

A Humane Society International (HSI) aplaudiu a Royal Caribbean Cruises Ltd., segunda maior operadora de cruzeiros do mundo, ao empresa anunciar que eliminará o uso das controversas celas de gestação – jaulas usadas para confinar porcas reprodutoras – de sua cadeia de fornecimento. Com o anúncio, a empresa se tornou a última de uma crescente lista de grandes empresas que estão lidando com esta questão.

A Royal Caribbean Cruises Ltd. é uma empresa global de cruzeiros e detém a Royal Caribbean International, Celebrity Cruises, Pullmantur, Azamara Club Cruises e a CDF Croisières de France, bem como a TUI Cruises por meio de uma joint venture de 50%. Em 2011, os 41 navios da linha de cruzeiros que tem sede em Miami serviu mais de 20 milhões de hóspedes ao redor do mundo. A Royal Caribbean tem portos no Brasil em São Paulo, Búzios, Ilha Grande e Ilhabela.

“A Royal Caribbean está comprometida a levar em consideração a forma como os animais são tratados para suprir a nossa cadeia de alimentos”, disse Michael Jones, vice-presidente de gestão de suprimentos da empresa. “A Royal Caribbean apoia o trabalho da indústria suína e se compromete a eliminar o uso das celas de gestação de suas operações até 2022. A nossa companhia determinou esta data como alvo para ter um fornecimento de carne de porco livre de celas de gestação”.

“Ao eliminar o uso das celas de gestação, a Royal Caribbean toma um passo positivo e se afasta de uma prática que tanto as pessoas quanto as empresas ao redor do mundo já condenaram”, afirmou Elissa Lane, gerente de campanhas de animais de produção da HSI. “A Humane Society International apóia o progresso da Royal Caribbean e esperamos trabalhar com outras empresas no Brasil e na América Latina em políticas parecidas”.

Anúncios similares foram feitos recentemente pelo McDonald’s, Burger King, Wendy’s, Costco, Carnival Cruise Lines e outras empressa líderes de mercado nos Estados Unidos. Tal mudança em políticas sinaliza a inversão de uma tendência de três décadas da indústria suína que frequentemente confina a maioria das porcas reprodutoras dia e noite em celas de gestação durante seus quatro meses de gravidez. 

As celas de gestação têm praticamente o mesmo tamanho do corpo das porcas e são projetadas com o intuito de fazer com que esses animais não possam nem mesmo se virar dentro delas. Depois do período de gestação, as porcas são alocadas em outras celas para parir, são re-inseminadas e voltam para as celas de gestação. Isso ocorre ciclo após ciclo durante toda a vida do animal, o que resulta em anos de imobilização quase total. Este sistema tem sofrido sérias críticas de veterinários, produtores, ativistas de proteção animal, cientistas e consumidores. No Brasil, cerca de 1,5 milhão de porcas reprodutoras são confinadas em celas de gestação.

 

Fatos

  • Nove estados dos EUA, o governo central da Nova Zelândia e o estado australiano da Tasmânia possuem leis proibindo o confinamento de porcas reprodutoras. A prática de confinamento, exceto para as primeiras quatro semanas de gestação, também será proibida na União Europeia a partir de 2013.
  • A renomada cientista-doutora em bem-estar animal e conselheira da indústria suína Drª Temple Grandin é clara quanto à questão: “Confinar um animal por quase toda sua vida em uma cela na qual ele não consegue se virar não provê uma vida decente”. Grandin continua: “Temos que tratar os animais bem e as celas de gestação têm de ir”.
  • Smithfield e Hormel, produtores de carne suína líderes de mercado, se comprometeram a parar de usar celas de gestação em suas unidades próprias de produção nos EUA até 2017 e a produção suína da Cargill já é 50% livre de celas.
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