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January 29, 2013

Marriott Internacional fortalece comprometimento com bem-estar animal em sua cadeia de fornecimento

Humane Society International

  • A decisão da empresa vai melhorar a vida de incontáveis animais ao redor mundo. The HSUS

A rede Marriott International está expandindo seu trabalho para criar um mundo mais sustentável ao eliminar duas controversas formas de confinamento animal de sua cadeia de fornecimento global. De acordo com as novas políticas, a companhia com sede nos Estados Unidos vai:

  • Exigir que seus fornecedores de carne suína parem de utilizar celas de gestação para suprir a demanda do Marriott até 2018 e;
  • Garantir que até 2015 todos os ovos e produtos que contenham ovos usados na rede venham de galinhas criadas livre de gaiolas e não confinadas.

As políticas seguem a transição da empresa iniciada em 2011 para um suprimento de ovos livre de gaiolas nas unidades da JW Marriott. A rede internacional opera cinco hotéis no Brasil.

“A Marriott International se preocupa muito com o bem-estar animal e a sustentabilidade ambiental, motivos pelos quais estamos tão comprometidos em encontrar um fim para o uso das celas de gestação para porcas e gaiolas em bateria para galinhas poedeiras”, afirmou Brad Nelson, vice-presidente de culinária e chef corporativo da Marriott International. “O anúncio, feito no dia 23 de janeiro deste ano, é a decisão certa a ser tomada para os animais, o meio ambiente, nossos clientes e nossa empresa”.

“A HSI tem defendido o fim do uso de práticas de confinamento intensivo há muito tempo e aplaude a Marriott International por tomar uma postura séria perante importantes questões de bem-estar animal”, disse Elissa Lane, vice-diretora de animais para consumo da Humane Society International. “A decisão da empresa vai melhorar a vida de incontáveis animais ao redor mundo e nós esperamos poder trabalhar com outras corporações no Brasil em políticas similares”.

Recentemente vem ocorrendo um aumento global na atenção dada aos abusos a animais criados para consumo, especialmente no que se refere ao bem-estar de porcas reprodutoras. Anúncios de eliminação das celas de gestação já foram feitos pela Oscar Mayer, McDonald’s, Burger King, Wendy’s, Costco, Safeway, Kroger e aproximadamente outras 50 empresas líderes no mercado alimentício nos Estados Unidos. Tal mudança em políticas sinaliza a inversão de uma tendência de três décadas da indústria suína que frequentemente confina a maioria das porcas reprodutoras dia e noite em celas de gestação durante seus quatro meses de gravidez.

As celas de gestação têm praticamente o mesmo tamanho do corpo das porcas e são projetadas com o intuito de fazer com que esses animais não possam nem mesmo se virar dentro delas. Depois do período de gestação, as porcas são alocadas em outras celas para parir, são re-inseminadas e voltam para as celas de gestação. Isso ocorre ciclo após ciclo durante toda a vida do animal, o que resulta em anos de imobilização quase total. Este sistema tem sofrido sérias críticas de veterinários, produtores, ativistas de proteção animal, cientistas e consumidores. No Brasil, cerca de 1,5 milhão de porcas reprodutoras são confinadas em celas de gestação.

Fatos

  • Nove estados dos EUA, o governo central da Nova Zelândia e o estado australiano da Tasmânia possuem leis proibindo o confinamento de porcas reprodutoras. A prática de confinamento, exceto para as primeiras quatro semanas de gestação, também é proibida na União Europeia.
  • A renomada cientista-doutora em bem-estar animal e conselheira da indústria suína Drª Temple Grandin é clara quanto à questão: “Confinar um animal por quase toda sua vida em uma cela na qual ele não consegue se virar não provê uma vida decente”. Grandin continua: “Temos que tratar os animais bem e as celas de gestação têm de ir”.
  • Smithfield e Hormel, produtores de carne suína líderes de mercado, se comprometeram a parar de usar celas de gestação em suas unidades próprias de produção nos EUA até 2017 e a produção suína da Cargill já é 50% livre de celas.

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