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October 1, 2013

Produção animal é um dos maiores contribuintes do aquecimento global, reafirma ONU

HSI pede mais bem-estar animal e redução do consumo de carnes

Humane Society International

  • Se o atual paradigma do bem-estar animal, sustentabilidade ambiental e do consumo de carnes não mudar, as consequências serão desastrosas para o planeta e todos os seus habitantes. nullplus/istock

São Paulo (01 de outubro de 2013) – A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reafirmou que a criação de dezenas de bilhões de animais para a alimentação humana tem impactos devastadores, de acordo com seu novo relatório “Tackling Climate Change Through Livestock" (Combatendo as Mudanças Climáticas por Meio da Pecuária). A Humane Society International (HSI) – uma das maiores organizações globais de proteção animal – novamente pede que mais atenção seja dada ao bem-estar animal, sustentabilidade ambiental e uma redução global do consumo de carnes. Se o atual paradigma não mudar, as consequências serão desastrosas para o planeta e todos os seus habitantes.

Excluindo a aquicultura, mais de 70 bilhões de animais terrestres são criados para consumo humano no mundo todos os anos. Em 2006, no seu famoso relatório “A Longa Sombra da Pecuária”, a FAO concluiu que o setor de produção animal era um dos dois ou três maiores contribuintes para a degradação ambiental. Agora, sete anos mais tarde, a conclusão ainda é a mesma: a agricultura animal sozinha é responsável por 14,5% dos gases de efeito-estufa gerados por atividades humanas, de acordo com seu novo relatório. O relatório atual reconhece que programas que visem reduzir as emissões do setor devem também levar em consideração o bem-estar animal.

“Claramente, nós precisamos mudar drasticamente a forma com que nós criamos animais para a alimentação humana. E o Brasil não pode ficar de fora dessa mudança. Nós somos um dos países onde o consumo per capita de carnes, ovos e laticínios tem crescido significativamente nas últimas décadas”, disse Carolina Galvani Bruun, gerente de campanhas de animais de produção da HSI no Brasil. “Nós precisamos reduzir o número de animais que são criados para consumo, assim como encontrar soluções mais humanitárias para os impactos ambientais do setor”. 

A HSI defende uma alimentação com compaixão, que se dá por meio da redução ou substituição do consumo de produtos de origem animal, assim como pelo refinamento do consumo com a escolha de produtos que tenham padrões de bem-estar animal mais elevados. A HSI apoia produtores sustentáveis em esforços que oferecem aos consumidores produtos alimentícios mais humanitários.

A HSI e suas organizações parceiras continuarão trabalhando com governos e instituições internacionais para aprofundar esses objetivos. Para mais informações sobre o trabalho e pesquisas da organização sobre produção animal e mudanças climáticas, acesse:

www.hsi.org/portuguese/issues/eating/meatfree_guide/eating_for_the_environment.html

www.hsi.org/assets/pdfs/hsi-fa-white-papers/relatorio_hsi_impactos_pecuaria.pdf

Fatos:

  • De acordo com a FAO, entre 1980 e 2005, o consumo de per capita de carnes no Brasil praticamente dobrou alcançando níveis similares ao de países desenvolvidos. O consumo de laticínios e ovos também cresceu significativamente, em 40 e 20% respectivamente.
  • A produção animal é um dos fatores que mais contribui para o aquecimento global, a poluição da água e o uso de recursos hídricos. A expansão de pastos para animais de produção é uma das principais causas do desmatamento, especialmente no Brasil e na América Latina.
  • Globalmente, sistemas de produção industrial representam cerca de dois terços da produção de ovos e carne de frango, e mais da metade da produção de carne de porco. No Brasil, cerca de 90% da produção de ovos é proveniente do sistema de gaiolas em bateria convencional, tão intensivo que os animais praticamente não podem se mover. Na indústria suína brasileira, a maioria das porcas reprodutoras passam praticamente suas vidas inteiras em celas de gestação, que têm praticamente o mesmo tamanho do corpo dos animais e não permitem que as porcas sequer se virem dentro delas ou deem mais do que um passo para frente ou para trás. O confinamento de poedeiras em gaiolas em bateria convencionais e o confinamento contínuo de porcas reprodutoras em celas de gestação já foram proibidos em toda a União Europeia e em vários estados dos EUA.
  • Líderes de mercado como McDonald’s, Burger King, Wendy’s e Costco anunciaram que eliminarão o uso de celas de gestação em suas cadeias de fornecimento nos EUA. A HSI está trabalhando para que essas políticas de bem-estar animal também sejam estendidas ao Brasil.
  • Cada um de nós pode diminuir a nossa pegada ambiental ao reduzir nosso consumo de carnes, ovos e laticínios. De acordo com um estudo de 2008, uma família de renda média nos EUA que deixa de consumir carne vermelha e laticínios, os substituindo por produtos de origem vegetal, apenas um dia por semana reduz suas emissões anuais de gases de efeito estufa equivalentes a dirigir mais de 1.600 km por ano.
  • De acordo com um estudo de 2012, os produtos de origem animal geralmente têm uma maior pegada hídrica do que os produtos não-animais. Por exemplo, em termos de proteína, a pegada hídrica é seis vezes maior para a carne bovina, e uma vez e meia maior para carne de frango, ovos e laticínios, comparada à pegada dos legumes.
  • A ‘Segunda Sem Carne’ é uma forma fácil e gostosa de mitigar as mudanças climáticas. A campanha foi criada pelo governo dos EUA como uma medida de economia de recursos durante a Primeira Guerra Mundial. Em 2003, a Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg relançou o esforço com a campanhaSegunda Sem Carne’ para promover a substituição de carnes um dia por semana para a nossa saúde e a saúde do planeta. Muitas personalidades importantes como Paul McCartney, Al Gore, Rajendra Pachauri, Carlos Minc, Gilberto Gil e Fernando Gabeira também apoiam a campanha. Um crescente número de pequenos produtores rurais também está se unindo ao movimento como uma forma de atingir sistemas de produção mais sustentáveis, baseados na agricultura comunitária ou familiar. Assista o vídeo da campanha aqui.

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Contato de mídia: Carolina Galvani Bruun, +55 11 98208 9645, cgalvani@hsi.org

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A Humane Society International (HSI) e suas organizações parceiras constituem juntas uma das maiores e mais importantes organizações de proteção animal do mundo. Por mais de 20 anos, a HSI vem lutando para a proteção de todos os animais por meio de trabalhos de conscientização, educação e programas práticos. Na web: hsi.org/brasil

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