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September 9, 2014

Heinz: mais uma grande multinacional do setor alimentício reforça planos para descontinuar o uso de gaiolas em bateria

Humane Society International

  • HSI

A multinacional alimentícia Heinz anunciou melhorias relativas ao bem-estar animal em sua política de fornecimento sustentável. A empresa, que já havia se comprometido a trabalhar com seus fornecedores para encontrar soluções para reduzir o uso de gaiolas em bateria para galinhas poedeiras, agora se comprometeu a garantir que 20% dos ovos que utiliza serão produzidos sem gaiolas até 2015 em suas operações na América do Norte. A ação da Heinz é resultado de um processo de diálogo com a Humane Society of the United States (HSUS) – organização matriz da Humane Society International (HSI).  No Brasil, a Heinz já vende maionese produzida com ovos caipira. 

Elissa Lane, vice-diretora de animais de produção da HSI, um dos maiores grupos globais de proteção animal, disse: “Parabenizamos o comprometimento da Heinz em eliminar uma das formas mais extremas de confinamento animal em sua cadeia de suprimento na América do Norte. Esperamos trabalhar com empresas alimentícias na América Latina em políticas similares”.

Além de trabalhar na eliminação de gaiolas em bateria na produção de ovos, a política de fornecimento sustentável da Heinz também visa melhorar o bem-estar de suínos. Em 2012, a empresa anunciou um comprometimento para eliminar gaiolas de gestação para fêmeas reprodutoras.

O confinamento por toda a vida de galinhas poedeiras em gaiolas em bateria e de porcas reprodutoras em gaiolas de gestação prejudica severamente o bem-estar dos animais, pois eles são impedidos de exercitar-se, esticar completamente seus membros e expressar muitos comportamentos naturais importantes. Como resultado da restrição severa dessas formas de alojamento, os animais podem vivenciar estresse físico e psicológico significativo e prolongado.

Informações adicionais:

  • No Brasil, mais de 95% das galinhas poedeiras, ou dezenas de milhões de animais, são confinadas em gaiolas em bateria, que disponibilizam um espaço menor que uma folha de papel A4 para cada galinha passar toda sua vida. Sistemas alternativos – como cage-free (galinhas soltas em galpão fechado), caipira e orgânico – já são usados no Brasil e têm demanda crescente de mercado. As gaiolas em bateria são proibidas na Suíça há mais de 20 anos. Em 2012, a União Europeia proibiu gaiolas em bateria convencionais. Esse sistema também foi proibido na Nova Zelândia e no Butão, e é restrito em três estados norte-americanos. A Índia, terceiro maior produtor mundial de ovos, também está estudando uma proibição nacional. Muitas multinacionais do setor alimentício estão adotando políticas de compra de ovos livres de gaiolas. Por exemplo, a Unilever, fabricante das maioneses Hellmann’s e Arisco, anunciou que, até 2020, todos os ovos usados na fabricação de seus produtos serão de fornecedores sem gaiolas, inclusive no Brasil.
  • A maioria das porcas reprodutoras em sistemas industriais no Brasil é confinada em gaiolas de gestação por praticamente toda a vida. Essas gaiolas individuais têm aproximadamente 70 cm de largura, de forma que os animais não conseguem nem mesmo se virar ou dar mais do que um passo para frente ou para trás. Na União Europeia, a proibição do uso contínuo de gaiolas de gestação entrou em vigor em 2013. Na Nova Zelândia, na Austrália e no Canadá, essa prática será descontinuada em 2015, 2017 e 2024, respectivamente. Mais de 60 empresas varejistas já se comprometeram a eliminar as gaiolas de gestação de suas cadeias de fornecimento nos EUA. A Arcos Dorados, maior franqueadora do McDonald’s na América Latina, recentemente assumiu posição de liderança ao anunciar que todos os seus fornecedores de carne suína na região deverão apresentar planos para a instalação de alojamento coletivo de porcas reprodutoras.

Contato de mídia:
Carolina Galvani, cgalvani@hsi.org, +55 11 98208 9645

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