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October 10, 2014

No Dia Mundial do Ovo, ONG de proteção animal pede que consumidores façam escolhas mais conscientes

Humane Society International

  • HSI

No dia em que varejistas, produtores e associações da indústria comemoram o Dia Mundial do Ovo com o intuito de estimular as pessoas a consumirem mais ovos, a Humane Society International – HSI, uma das maiores ONGs globais de proteção animal, decidiu chamar a atenção dos consumidores para a realidade da produção de ovos. A organização listou três motivos para pedir que as pessoas evitem o consumo de ovos produzidos por galinhas confinadas em gaiolas tão pequenas onde elas não podem sequer andar, e passem a consumir produtos alternativos mais éticos e sustentáveis. 
 
Motivo 1: A produção convencional de ovos é cruel
 
A vasta maioria, mais de 95%, das galinhas poedeiras no Brasil, vive por até dois anos confinada em gaiolas em bateria, onde elas mal podem se mover. Na produção de ovos convencionais, vendidos como ovos brancos ou vermelhos, cada galinha tem em média um espaço menor do que uma folha de papel A4 para viver. A falta de espaço impede até mesmo que os animais estiquem suas asas completamente e realizem seus comportamentos naturais mais básicos – que são extremamente importantes para o seu bem-estar – como correr, botar ovos em ninhos, empoleirar-se, tomar banhos de terra e ciscar.

Motivo 2: O mundo está deixando de usar gaiolas e consumidores conscientes podem ajudar o Brasil a fazer o mesmo

As gaiolas em bateria são consideradas tão cruéis que já foram proibidas em todos os 27 países membros da União Europeia, na Nova Zelândia e no Butão. A maioria dos estados da Índia, terceiro maior produtor mundial de ovos, já declarou que as gaiolas violam a legislação nacional contra a crueldade animal e uma proibição federal está sendo considerada.

Grandes multinacionais do setor alimentício – como Burger King, Subway, Sodexo e Compass Group – já estão usando ovos produzidos sem gaiolas em algumas de suas operações nos EUA e na Europa. A Unilever – fabricante das maioneses Hellmann’s e Arisco – já se comprometeu a somente usar ovos produzidos em sistemas sem gaiolas em todo o mundo até 2020, incluindo no Brasil. A Nestlé também prometeu fazer o mesmo ao anunciar uma política global este ano. Outro exemplo é a Heinz, que prometeu abandonar as compras de ovos produzidos em gaiolas gradualmente, e já vende maionese feita com ovos caipira no Brasil.

Ao recusarem-se a consumir ovos de galinhas engaioladas, os consumidores brasileiros mandarão uma clara mensagem de protesto a empresas do setor alimentício, estimulando-as a adotar políticas para eliminar esse sistema em suas cadeias de fornecimento também no Brasil.

Motivo 3: É possível consumir de forma mais ética

As embalagens podem ajudar as pessoas a fazerem escolhas mais conscientes. No Brasil, existem sistemas de produção de ovos com melhores padrões de bem-estar animal que não usam gaiolas. Esses ovos são vendidos com os rótulos livre-de-gaiolas, caipira e orgânico.

No sistema livre-de-gaiolas, frequentemente acompanhado de certificações de bem-estar animal, as galinhas são criadas soltas em galpões onde existem áreas com ninhos e espaços para ciscar e tomar banhos de terra. Já os sistemas caipira e orgânico vão além, dando também a oportunidade para que as galinhas saiam dos galpões durante o dia e tenham acesso a áreas externas, onde elas podem desfrutar de mais comportamentos naturais, como buscar insetos e plantas para comer.

De forma geral, sistemas que não usam gaiolas podem trazer ganhos significativos de bem-estar para as galinhas. No entanto, sistemas sem gaiolas não podem ser descritos como completamente livres de sofrimento. Em qualquer tipo de produção, depois de produzirem ovos por cerca de dois anos, as galinhas são enviadas para o abate e podem ser transportadas durante muitas horas antes de chegar ao abatedouro. Também em qualquer sistema, os pintinhos machos são frequentemente triturados vivos logo após seu nascimento. Outra prática amplamente usada na produção de ovos comercial é o corte de bicos das galinhas feito por uma chapa de metal quente. Esse procedimento, chamado de debicagem, nada mais é do que uma mutilação dolorosa. O único sistema que não permite a debicagem no Brasil é o orgânico.

Uma alimentação mais ética também pode ser feita por meio da redução do consumo de ovos. Adaptar receitas tradicionais para receitas que não usam ovos é bem mais fácil do que muitos imaginam.

Hoje, no Dia Mundial do Ovo, A HSI convida todos a repensar o consumo de ovos e ajudar a reduzir o sofrimento das galinhas que os produzem.
 
Contato de mídia:
Carolina Galvani, cgalvani@hsi.org, + 55 11 98208 9645

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