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March 11, 2015

A campanha #LibertesedaCrueldade na Coreia parabeniza projeto de lei que exige a utilização obrigatória de métodos alternativos, no entanto brechas precisam ser sanadas

Esse é um marco, mas ainda não é uma proibição completa

Humane Society International

  • Adam Gault/Getty Images

A campanha da Humane Society International #LibertesedaCrueldade na Coreia do Sul juntou-se ao congressista Moon Jeong-Lim e a assessores no dia 11 de março na Assembleia Nacional para presenciar o lançamento do projeto de lei coreano que é um marco inicial para acabar com os testes em animais para cosméticos no país. A campanha #LibertesedaCrueldade tem trabalhado com o congressista durante os últimos dois anos, incluindo discussões intensas na semana passada sobre a redação do projeto de lei. Recentemente, a equipe de campanha da HSI também realizou um evento público com a estrela de TV Sam Hammington e a empresa de cosméticos LUSH para pedir que o projeto de lei alcance uma proibição efetiva, colocando um fim na crueldade dos cosméticos.

Na data de 11 de março, também é celebrado o aniversário de dois anos da proibição de vendas de produtos cosméticos recém-testados em animais na União Europeia. Contudo, Borami Seo, agente de campanha da #LibertesedaCrueldade na Coreia do Sul, adverte contra comparações entre o projeto de lei coreano e a proibição total de testes em animais atingida pela UE. Ao contrário da proibição da UE, o projeto de lei coreano apenas proíbe testes em animais quando alternativas reconhecidas já estiverem disponíveis. Se um método alternativo não estiver disponível, os testes em animais ainda serão permitidos. Essa é uma mudança significativa em relação aos precedentes estabelecidos pela UE, Israel e Índia, que têm proibido testes em animais para cosméticos independentemente da existência de alternativas. Nesse contexto, a proibição coreana é equivalente à política da UE em 2004, mas fica aquém da proibição total dos testes introduzida em 2009.

Borami disse: “Nossa campanha #LibertesedaCrueldade tem trabalhado em estreita colaboração com o congressista Moon e ministros, e por isso temos o prazer de ver a Coreia do Sul dando esse primeiro passo rumo ao fim de testes em animais para cosméticos. Felicitamos o congressista, mas vamos continuar a explorar medidas legislativas para sanar as lacunas e alcançar uma proibição robusta para todos os testes em animais para cosméticos. Só então a Coreia se tornará um mercado de cosméticos verdadeiramente livre de crueldade”.

A campanha #LibertesedaCrueldade é a maior campanha global que trabalha para uma proibição mundial de testes em animais para cosméticos, e há mais de dois anos tem empenhado muito trabalho para que haja uma proibição na Coreia. A #LibertesedaCrueldade na Índia foi fundamental para atingir a proibição de testes em animais e a proibição da importação de cosméticos recém-testados em animais no exterior; e globalmente a #LibertesedaCrueldade está trabalhando em proibições em outros oito grandes mercados.

A diretora de campanha da #LibertesedaCrueldade, Claire Mansfield, disse: “É gratificante perceber que a campanha coreana #LibertesedaCrueldade e discussões políticas detalhadas com legisladores na Coreia criaram o impulso político para ver esse projeto de lei lançado. No entanto, seria ingênuo e falso encobrir o fato de que o projeto de lei contém várias lacunas que ainda irão permitir que alguns testes em animais continuem para além de 2017. Assim, após as celebrações, a #LibertesedaCrueldade continuará seu trabalho para conseguir uma proibição abrangente dos testes de cosméticos em animais na Coreia”.

A doutora Carol Barker, cientista que desenvolve métodos in vitro para a empresa XCellR8 Ltd, disse: “Devemos sempre reconhecer o progresso, porém, com toda a UE, Israel e Índia liderando o caminho com proibições claras contra todos os testes em animais para cosméticos, independentemente da disponibilidade de métodos alternativos, é decepcionante que a Coreia do Sul tenha optado por uma via menos ambiciosa. Desenvolver alternativas é inegavelmente importante para melhorar a qualidade da ciência, mas impedir a proibição de testes em animais para produtos de vaidade, como cosméticos, devido à falta de alternativas nunca deveria ser uma opção aceitável para bloquear o curso ético, que, nesse caso, seria uma proibição total de testes em animais para cosméticos”.

Fatos:

* O projeto de lei atual isenta várias categorias de produtos e tipos de ingredientes do âmbito da aplicação da proibição, incluindo os conservantes, corantes e produtos químicos de proteção solar;

* O projeto de lei atual só proíbe testes em animais onde existem alternativas aceitas pelo governo coreano, ao passo que a UE, Israel e Índia baniram todos os testes em animais, independentemente da existência de alternativas, porque estes países reconhecem que as empresas têm acesso a milhares de ingredientes cosméticos existentes com histórico de uso seguro e que não exigem mais testes de qualquer tipo;

* O projeto de lei atual permitirá que ingredientes testados em animais para outros fins regulatórios sejam usados em cosméticos;

* O projeto de lei atual permitirá testes em animais para cosméticos para satisfazer os requisitos obrigatórios em outros países para serem vendidos na Coreia.

FIM

Contate Borami Seo, da Liberte-se da Crueldade, para entrevista ou maiores informações:

Email: bseo@hsi.org

Celular: +82 (10) 7666 1405

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