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August 5, 2015

Banco Mundial inclui bem-estar animal em esboço de políticas de salvaguarda socioambientais

HSI acolhe positivamente a iniciativa mas pede padrões mais significativos de proteção animal

Humane Society International

  • Bradley Murray/istock

São Paulo—As Políticas de Salvaguarda do Banco Mundial, cujo intuito é estabelecer padrões de sustentabilidade e responsabilidade social em nível global, reconheceram o bem-estar animal em seu mais recente esboço. No entanto, a instituição falhou em incluir medidas obrigatórias, ressaltou Chetana Mirle, diretora de animais de produção da HSI, uma das maiores ONGs globais de proteção animal.

Mirle disse: “Nós reconhecemos a inclusão do bem-estar animal no último esboço das Políticas de Salvaguarda como um passo positivo. Entretanto, a discussão acerca do bem-estar animal deve estar atrelada a padrões significativos. Do contrário, o Banco Mundial estará correndo o risco de perder a oportunidade crucial de mitigar práticas de confinamento severo e outros abusos aos quais bilhões de animais criados para consumo são submetidos. A ausência de padrões obrigatórios também impede que a instituição seja capaz de ajudar produtores e atores da indústria em países emergentes e em desenvolvimento a ir de encontro a demandas dos mercados nacionais e internacionais. A HSI e seus parceiros continuarão trabalhando com o Banco Mundial para reforçar as Políticas de Salvaguarda para que elas passem a ter referências explícitas – como já acontece com as Notas de Boas Práticas do IFC e as Cinco Liberdades para o Bem-Estar de Animais de Produção – que proíbem o confinamento severo de animais, tais como o uso de gaiolas em bateria para galinhas poedeiras e gaiolas de gestação para porcas reprodutoras. Além disso, esses padrões deveriam ser obrigatórios para todos os projetos envolvendo animais de produção que são financiados pelo Banco Mundial, independentemente da escala da operação”.

FATOS:

  • O último esboço das Políticas de Salvaguarda do Banco Mundial, publicado ontem, ainda será submetido a uma terceira rodada de negociações.
  • No Brasil, a maioria das galinhas poedeiras e porcas reprodutoras são criadas em gaiolas. O confinamento intensivo desses sistemas de produção prejudica severamente o bem-estar dos animais, já que eles são incapazes de se exercitar, esticar seus membros completamente e realizar a maioria de seus comportamentos naturais. A severa restrição imposta por esses sistemas significa que os animais podem ser submetidos a longos períodos de sofrimento físico e psicológico.
  • Um número crescente de consumidores e empresas do setor alimentício no Brasil e no mundo estão demandando melhores padrões de bem-estar animal.
  • O apoio de instituições financeiras pode ajudar produtores de leite, ovos e carnes a ir de encontro às demandas nacionais e internacionais dos mercados que prezam pelo bem-estar animal.

Contato de mídia: Carolina Galvani, cgalvani@hsi.org, +55 11 98208 9645