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November 16, 2015

JBS anuncia fim das controversas gaiolas de gestação para porcas reprodutoras em toda sua cadeia de fornecimento

Nova política foi bem recebida pela Humane Society International, uma das maiores ONGs globais de bem-estar animal

Humane Society International

  • Shaiith/istock

A JBS – maior empresa processadora de proteína animal do mundo e dona da Seara, segundo maior integrador de suínos do Brasil – anunciou que toda sua cadeia de fornecimento migrará para o alojamento coletivo de porcas reprodutoras, sistema que substitui o uso contínuo de gaiolas de gestação. Em junho deste ano, a empresa já tinha anunciado que todas suas granjas próprias fariam essa transição. Agora a política também foi estendida a todos os fornecedores contratados. De acordo com a JBS, a reestruturação de toda a cadeia acontecerá até 2025.

Carolina Galvani, gerente sênior de campanhas de animais de produção da Humane Society International no Brasil, disse: “Nós parabenizamos a JBS pelo seu comprometimento em acabar com uma das práticas mais abusivas da pecuária moderna. O Brasil e o resto do mundo estão se afastando do uso de gaiolas de gestação e nós esperamos trabalhar com mais produtores brasileiros na adoção de políticas similares”.

A BRF, maior integrador nacional de suínos, e diversos outros produtores líderes no mercado internacional como Smithfield Foods, Cargill, Maple Leaf Foods e Hormel já migraram ou estão migrando para sistemas de alojamento coletivo para porcas reprodutoras. Algumas das maiores empresas alimentícias em nível mundial estão adotando políticas de compra que eliminam o uso de gaiolas. A Arcos Dorados, maior franqueadora do McDonald’s na América Latina e Caribe, já anunciou que todos seus fornecedores, incluindo os brasileiros, devem adotar sistemas de alojamento coletivo. A Nestlé, maior empresa alimentícia do mundo, também se comprometeu a eliminar o uso de gaiolas de gestação em sua cadeia de fornecimento global. Nos EUA. Mais de 60 das maiores empresas do setor – como McDonald’s, Burger King, Subway, Sodexo e Compass Group (GRSA no Brasil) já adotaram políticas de compra que não permitem o uso de gaiolas.

O uso contínuo de gaiolas de gestação para porcas reprodutoras já foi proibido em toda a União Europeia e diversos estados norte-americanos. A prática também será descontinuada na Nova Zelândia até 2015 e na Austrália até 2017. Na África do Sul, a associação nacional de produtores de suínos espera conseguir eliminar a prática até 2020.

Porcos são animais bastante inteligentes, ativos e sociáveis. No entanto, no Brasil e em diversos outros países,a maioria das porcas reprodutoras em sistemas industriais são confinadas em gaiolas de gestação por praticamente toda a vida. Essas gaiolas têm praticamente o mesmo tamanho dos corpos dos animais, assim os impedindo de se virar ou dar mais do que um passo para frente ou para trás.

Contato de mídia:
Carolina Galvani, cgalvani@hsi.org, (11) 98208 9645