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December 29, 2015

Aurora Alimentos se compromete a eliminar uso contínuo de gaiolas de gestação para porcas

Humane Society International

  • JP Bonnelly

São Paulo — A Cooperativa Central Aurora Alimentos, dona da marca Aurora e terceiro maior integrador de suínos do Brasil, anunciou que eliminará o confinamento contínuo de porcas reprodutoras em gaiolas de gestação em toda sua cadeia de produção. A empresa estabeleceu que a transição para sistemas de alojamento coletivo deve ser completada até 2026 e que todas as novas unidades adotarão o novo sistema a partir de 2016.

A Humane Society International (HSI), uma das maiores ONGs de proteção animal do mundo, descreveu o anúncio como um importante primeiro passo, mas encorajou a empresa a se esforçar para completar a transição em um período de tempo mais curto.

Carolina Galvani, gerente sênior de campanhas da HSI no Brasil, disse: “Estamos felizes em ver a Aurora se unir a um número crescente de produtores de suínos e empresas de varejo que estão eliminando o confinamento contínuo de porcas em gaiolas no Brasil. Isso manda uma clara mensagem à indústria nacional: o futuro da produção será livre de gaiolas de gestação. Esperamos trabalhar com outros produtores e empresas alimentícias em políticas similares”.

O uso continuo de gaiolas de gestação para porcas reprodutoras já foi proibido em toda a União Europeia e em vários estados norte-americanos. O uso de gaiolas de gestação também será descontinuado na Nova Zelândia até o final deste ano, e na Austrália, até 2017. A Associação Sul-Africana de Produtores de Suínos também espera eliminar a prática até 2020.

Porcos são animais bastante inteligentes, ativos e sociáveis. No entanto, no Brasil e em diversos outros países, a maioria das porcas reprodutoras em sistemas industriais são confinadas em gaiolas de gestação por praticamente toda a vida. Essas gaiolas têm praticamente o mesmo tamanho dos corpos dos animais, assim os impedindo de se virar ou dar mais do que um passo para frente ou para trás. Uma vasta quantidade de estudos científicos já comprovou que animais confinados de forma tão extrema são mais suscetíveis a desenvolver distúrbios mentais e problemas físicos como infecções urinárias e dificuldades de locomoção.

Informações adicionais

  • A BRF e a JBS — os dois maiores integradores de suínos nacionais — se comprometeram a eliminar o confinamento contínuo de porcas em gaiolas de gestação até 2026 e 2025, respectivamente.
  • Outros produtores líderes no mercado global — como Smithfield, Cargill, Maple Leaf Foods e Hormel — já migraram ou estão migrando para sistemas livres de gaiolas de gestação.
  • Algumas das maiores empresas alimentícias do mundo também estão adotando políticas de compra que não permitem o uso de gaiolas de gestação e demandam que seus fornecedores usem sistemas de alojamento coletivo.
  • A Arcos Dorados, maior franqueadora do McDonald’s na América Latina e no Caribe, anunciou que todos seus fornecedores de carne suína terão que adotar sistemas de alojamento coletivo até 2022, o que inclui o Brasil.
  • A Nestlé, maior empresa de alimentos do mundo, também adotou uma política de eliminar o uso de gaiolas de gestação de sua cadeia de abastecimento global. Mais de 60 grandes empresas — como McDonald’s, Burger King e Subway — já adotaram políticas de compra livres de gaiolas em suas cadeias de fornecimento nos EUA..

Contato de mídia: Carolina Galvani, cgalvani@hsi.org, +55 11 98208 9645