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February 22, 2017

Petição é lançada no Brasil para salvar animais dos cruéis testes de envenenamento para agrotóxicos

A Top Model Fernanda Tavares se uniu a grupos de proteção animal para reivindicar que o Governo adote métodos alternativos modernos

Humane Society International

  • De acordo com as exigências brasileiras atuais, para o registro de um único novo produto agroquímico são utilizados até 10 mil cães, roedores, coelhos, aves e peixes. Daniel Guedes

Em um esforço para poupar a vida de milhares de animais do sofrimento desnecessário em testes de segurança para agroquímicos, considerados cruéis e obsoletos, a Top Model Fernanda Tavares se uniu a Humane Society International (HSI) e ao Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal para lançar uma petição reivindicando que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) modernize suas regulamentações. De acordo com as exigências atuais, para o registro de um único novo produto agroquímico são utilizados até 10 mil cães, roedores, coelhos, aves e peixes; se alternativas modernas forem incorporadas esse número poderá ser reduzido em até 50%.

Fernanda Tavares, embaixadora da HSI/Brasil, disse: "Temos hoje a oportunidade de salvar milhares de animais de dolorosos testes de envenenamento feitos para aprovar agrotóxicos. É hora do Brasil mudar e adotar alternativas que podem substituir o uso de animais nos cruéis e desnecessários testes de agrotóxicos. A União Europeia já mostrou que métodos que não utilizam animais são possíveis e seguros. Agora é a nossa vez de fazer o trabalho pelos animais. Assinem a petição!"

A HSI tem trabalhado junto a ANVISA desde 2014, fornecendo apoio técnico, para que a agência faça a transição e opte por alternativas cientificamente superiores aos testes em animais. Algum progresso tem sido obtido em algumas áreas. No entanto, a ANVISA tem imposto um grau de exigência para os métodos que não utilizam animais  que é superior àquele exigido para os testes em animais, requisitando que as metodologias alternativas cumpram com exigências mais severas que aquelas relativas aos testes em animais, antes que possam ser aprovados e se tornarem testes obrigatórios. Ao mesmo tempo, uma série de outras oportunidades de substituição de animais ainda não foram incorporadas, incluindo abordagens reconhecidas globalmente como o cálculo para classificação de perigo de produtos formulados e a renúncia de testes em animais cientificamente redundantes, como a dose letal cutânea e estudos de câncer em camundongo.

A petição está disponível no endereço on-line hsi.org/anvisapoupevidas, e reivindica que a ANVISA siga a tendência global para a utilização de abordagens mais modernas, eficientes e éticas para os testes de avaliação e segurança do setor agroquímico.

FIM

Contato de mídia: Antoniana Ottoni, t +55 (61) 98140-3636, aottoni@hsi.org

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