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November 27, 2017

Líderes da indústria alimentícia no Brasil se reúnem para discutir bem-estar animal

Arcos Dorados e Bunge são as empresas participantes na primeira mesa-redonda

Humane Society International

  • © Iain Sarjeant/iStockphoto

A Humane Society International organizou a primeira mesa-redonda sobre bem-estar animal direcionada exclusivamente para o setor corporativo. Grandes líderes do setor alimentício se reuniram para discutir o movimento de ovos livres de gaiolas no país. Recentemente, o bem-estar de galinhas poedeiras se tornou uma questão de responsabilidade social corporativa prioritária para o setor alimentício, com dezenas de empresas se comprometendo a utilizar apenas ovos livres de gaiolas em suas cadeias de abastecimento.

O evento, que foi realizado no hotel Mercure JK, na cidade de São Paulo, contou com palestras da Arcos Dorados, franqueadora responsável por todas as operações do McDonald’s no Brasil e em outros 19 países na América Latina e Caribe; e da Bunge, uma das maiores empresas alimentícias e agrícolas do Brasil. Eles discursaram sobre seus comprometimentos e ações para alcançar o uso de 100% ovos livres de gaiolas em suas cadeias de abastecimento a partir de 2025. A mesa-redonda também contou com palestras do representante da FAI do Brasil, que discursou sobre as questões técnicas na produção de ovos livres de gaiolas, e do Instituto Certified Humane, que compartilhou informações sobre a certificação de bem-estar animal no Brasil. Participaram do evento tanto representantes de empresas que já estão comprometidas, quanto aquelas que estão interessadas em realizar a transição para uma cadeia de abastecimento de ovos livres de gaiolas.

Leonardo Lima, Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, comentou: “A Arcos Dorados tem um forte compromisso com o bem-estar animal em todas as suas compras e acompanha os avanços nos modelos de criação dos animais. Essa é a razão para utilizarmos apenas ovos livres de gaiolas a partir de 2025, comprometidos a oferecer aos nossos clientes produtos de maior qualidade. A parceria com a Humane Society Internacional vai proporcionar que nossas políticas de bem-estar animal sejam robustas e aplicáveis aos nossos fornecedores ”.

Meire de Fatima Ferreira, gerente de sustentabilidade da Bunge no Brasil, declarou: “Na Bunge, nós levamos a responsabilidade social corporativa e o consumo responsável a sério, isso inclui o bem-estar animal em nossa cadeia de abastecimento. Estamos comprometidos a apenas utilizar ovos livres de gaiolas a partir de 2025, e vamos trabalhar com a Humane Society Internacional e nossos parceiros para fazer isso acontecer”.

Fernanda Vieira, gerente de programas e políticas corporativas do departamento de proteção aos animais de produção da HSI no Brasil, declarou: “Estamos entusiasmados em realizar a primeira mesa-redonda de bem-estar animal para o setor corporativo, e reunir empresas com liderança visionária, já comprometidas com níveis mais altos de bem-estar animal em suas cadeias de abastecimento. A missão da Humane Society International não é apenas requisitar por melhores tratamentos dos animais, mas também apoiar as empresas durante a implementação das políticas de bem-estar animal e encorajar a colaboração entre as partes interessadas. Queremos assegurar que as empresas possuam todas as ferramentas e fontes necessárias para assegurar um futuro livre de gaiolas para as galinhas”.

No Brasil e em outros países ao redor do mundo, galinhas poedeiras são confinadas por toda a vida em gaiolas de arame – chamadas de gaiolas em bateria. Essas gaiolas são tão pequenas que os animais não podem sequer esticar suas asas completamente. Tanto o senso comum quanto a ciência concordam que imobilizar os animais por praticamente toda a vida causa angústia e dor física significativa. Entretanto, defensores de melhores práticas de bem-estar animal estão conseguindo um enorme progresso no Brasil. Dezenas das maiores empresas do setor alimentício, incluindo McDonald’s, Bunge, Cargill, Nestlé, BFFC e GRSA, já se comprometeram a utilizar apenas ovos livres de gaiolas em todas as suas cadeias de suprimentos a partir de 2025, ou antes.

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